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Brucutu - Símbolo da Geologia da USP - Adaptado do original de Jack $ Carole Bender pelo então estudante Fernando Pellerim de Araújo da primeira Turma, formada em 1960.

 GRUPO FIGUEIRA DA GLETE

 Memórias & Histórias de Gletianos
 Série: Histórias e Contos Amazônicos

  

A Lei de Murphy                               

Kaoru Tsubone
Geologia - Turma de 71
  

Esta história, de tão engraçada, parece mentira, mas juro que é verdade, pois aconteceu na época em que eu trabalhava em Manaus, como gerente de exploração, e acompanhei de perto este acontecimento.

Nos tempos em que a Petrobras utilizava o Porto Gavião, em Carauari, ocorreu este episódio. Por motivos óbvios, os nomes serão suprimidos, mesmo porque isto não tira nem um pouco da graça desta história.

Um gerente da sede, no Rio de Janeiro, de tanto visitar Carauari, acabou conhecendo uma garota e iniciou um caso com ela.

Tempos mais tarde, mesmo quando ele não ia até Carauari, dava um jeitinho e conseguia se encontrar com ela em Manaus.

O esquema, por ele arquitetado, funcionou maravilhosamente bem, até que um dia...

Marcada mais uma viagem para Manaus, ele, imediatamente, liga para o seu contato em Manaus e diz, como de costume: “Olhe, vou chegar tal dia, tal hora, no vôo tal. Mande a minha encomenda lá de Carauari, como de costume!”.

Pois, não é que neste dia o tal contato encontrava-se de folga, sendo substituído por um camarada que estava completamente por fora do esquema. Quando ouviu o recado do grande chefe, ele, de bate-pronto, ligou para Carauari e transmitiu o recado para o contato naquela cidade.

Não é que o cara que atendeu ao telefone em Carauari também era um Regra 3? E, como tal, não sabia de nada. Quando recebeu o recado, ele pensou: “Vem um chefão, um mangangão lá do Rio de Janeiro, e pede uma encomenda daqui de Carauari. O que podia ser?” Depois de tanto matutar, ele chegou à única conclusão para ele plausível: “Só pode ser peixe!”

Assim, ele arrumou um isopor, maior que ele pudesse encontrar na cidade, mandou uns caboclos pegarem um bocado de tambaquis e tucunarés, entupiu o isopor e, no primeiro avião, despachou para Manaus.

O camarada de Manaus, o tal substituto, recebeu a encomenda todo satisfeito e deixou na suíte do hotel aonde o tal chefe ia se hospedar.

Feliz, ele vai ao aeroporto para recepcionar o grande chefe. Ao ser perguntado se a encomenda chegara, ele diz: “Doutor, já está lá na sua suíte, esperando pelo senhor”.

O chefe agradece a gentileza e segue a viagem até o hotel no centro da cidade de Manaus. Do aeroporto até o centro da cidade de Manaus é uma distância muito grande e ele não cabe em si de ansiedade, pois já fazia um bom tempo que não se encontrava com a tal garota.

Ao chegar no hotel, mal se registra e sobe correndo para a sua suíte.

Ao abrir a porta, o que ele vê em cima da cama? Imaginem a cena!
 


 

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