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Brucutu - Símbolo da Geologia da USP - Adaptado do original de Jack $ Carole Bender pelo então estudante Fernando Pellerim de Araújo da primeira Turma, formada em 1960.

O GRUPO FIGUEIRA DA GLETE
Cantinho dos gletianos da História Natural, da Química e  da Psicologia Experimental

 

 A HISTÓRIA DE UMA CRÔNICA

 

   Viktoria Klara Lakatos Osorio - Química - Turma de 61

Em setembro de 1995, o meu amigo Sérgio Massaro entregou-me uma crônica, acompanhada de uma carta que dizia:

             “Há muito tempo escrevi esta cronicazinha sobre a Glete. Mais recentemente, com medo de ver perdida minha preciosa produção literária, passei-a ao micro. Mas nunca mostrei-a a ninguém.

            Outro dia estava “fuçando” no micro à procura de outros documentos e dei-me com este texto esquecido. E de repente me bateu a idéia de que devia mostrá-lo a você ... que recorda a Glete, como eu acho que tem de ser recordada: com respeito, mas sem religião, talvez com um pouco de nostalgia, mas certamente sem aquela idéia de paraíso perdido...” 

            Li aquela belíssima crônica e escrevi ao Serginho: 

            “Seu duendezinho maroto! Como é que você consegue recriar um passado de três décadas com tanta fidelidade e tanta riqueza de detalhes?

            ... a sua crônica deve ser divulgada. Vamos pensar em qual o melhor veículo. ... A prazo mais curto, pensei em colegas que irão curtir tanto quanto eu a sua leitura – a Shirley, o Roberto Casadei, o Hans ... Não os prive deste prazer.” 

            Passaram-se, porém, alguns anos ...

Em 30 de maio de 2003, fomos convidados a participar do plantio da primeira muda da Figueira e tomei conhecimento da existência de um grupo de gletianos empenhados em recuperar um pouco da história da Glete.

Em julho, ao arrumar papéis acumulados no escritório, deparei com a crônica.

            O Serginho já se aposentara e eu havia perdido contato com ele. Consegui seu telefone e ele veio me visitar em agosto. A crônica foi novamente digitada, mas faltava a foto da placa para completar a obra. Quando Sérgio desocupou o escritório no Instituto de Química, o paradeiro da placa se perdeu. Ficamos desolados, até descobrirmos que Henrique Eisi Toma, químico formado em 1970, que compilara documentos preciosos para a comemoração do cinqüentenário da USP, havia fotografado a placa. No dia seguinte, enviei a crônica e a foto à Neuza e ao Nelson, com instruções precisas: 

            “Acomodem-se melhor na cadeira, deixem um lencinho à mão e leiam primeiro a crônica, antes de ver a foto. Ao iniciar a leitura, qualquer gletiano tem a impressão nítida de ter sido o autor do texto. Logo, porém, se percebe a rara sensibilidade e a memória prodigiosa de quem o escreveu. Leiam e divirtam-se. Afinal, quem construiu essa máquina do tempo foram vocês. Nós só aceitamos os bilhetes que vocês nos ofereceram.” 

            E assim, finalmente, a crônica A mansão dos Street, numa rua chamada Alameda”  está em seu merecido lugar.



Placa do endereço original do Palacete da Glete - Alameda Glete, 463 - Campos Elíseos, recuperada pelo Sérgio Massaro durante a demolição do Palacete. Foto: Henrique Eisi Toma (Química - T70)      

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